Gal Leite propõe que políticos utilizem o SUS e defende fim das 'OSs' na saúde pública do Pará
Políticos devem usar o SUS, propõe Gal Leite em Belém.
O que são Organizações Sociais (OSS)?
As Organizações Sociais (OSS) são entidades privadas sem fins lucrativos que são criadas para prestar serviços públicos, principalmente nas áreas de saúde, educação e cultura. Elas trabalham em parceria com o governo e têm como objetivo melhorar a eficiência na administração e na oferta de serviços à população. As OSS são regulamentadas pela Lei nº 9.637/1998 e possuem autonomia administrativa e financeira. No contexto da saúde, elas podem gerir hospitais, clínicas e programas de saúde pública, buscando oferecer atendimento de qualidade.
Impacto da OSS na saúde pública
O uso de OSS na saúde pública gera um debate significativo. Suas defensoras argumentam que a gestão privada pode proporcionar maior eficiência e agilidade na prestação de serviços. No entanto, há preocupações sobre a falta de transparência, a supressão de direitos trabalhistas e a possibilidade de priorização do lucro em detrimento da qualidade do atendimento.
Vantagens das OSS:
- Aumento da eficiência na gestão.
- Possibilidade de captação de recursos privados.
- Flexibilidade na contratação de pessoal.
Desvantagens das OSS:
- Falta de transparência em processos administrativos.
- Risco de não atender a população mais vulnerável.
- Dependência de contratos temporários e instabilidade no trabalho.
O que é o SUS e sua importância
O Sistema Único de Saúde (SUS) é a rede de saúde pública do Brasil, criado pela Constituição de 1988, que oferece acesso universal e gratuito a serviços de saúde para toda a população. O SUS é essencial para garantir o direito à saúde como um dever do Estado.
As principais características do SUS incluem:
- Universalidade: Todos têm direito ao acesso à saúde.
- Integralidade: Atende a todas as necessidades de saúde da população.
- Equidade: Busca reduzir desigualdades na saúde.
Críticas ao uso do SUS por políticos
Diversos políticos e líderes comunitários questionam a postura de muitos políticos que utilizam serviços de saúde privados, enquanto fazem de contas que apoiam o SUS. Essa discrepância levanta preocupações sobre a responsabilidade desses representantes e a necessidade de que eles vivenciem a realidade do sistema público, para entender melhor as demandas da população.
- Principais críticas:
- Hipocrisia na defesa do SUS enquanto usufruem de planos privados.
- Incentivo à desvalorização do sistema público.
- Falta de representação verdadeira das necessidades dos cidadãos.
Gal Leite e sua proposta de campanha
Gal Leite, candidata do partido Unidade Popular (UP) ao Governo do Pará, fez uma proposta bastante polêmica: acabar com as Organizações Sociais na saúde e implantar a obrigatoriedade do uso do SUS para todos os políticos. Em seu discurso, Leite argumenta que isso ajudaria a melhorar a qualidade dos serviços públicos, uma vez que os políticos teriam interesse em que o sistema funcionasse melhor.
- Argumentos de Gal Leite:
- "Todo político deve usar o SUS para entender a realidade enfrentada pela população."
- "Se patrões do orçamento da saúde experienciassem as realidades do SUS, haveria uma pressão maior por melhorias."
A agenda de campanha em Belém
Na manhã do dia 22 de setembro de 2026, Gal Leite participou de uma atividade de campanha em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), no bairro do Marco, em Belém. Durante o ato, ela conversou com apoiadores, motoristas e pedestres, estabelecendo uma conexão com a comunidade e levantando questões sobre a saúde local.
- Atividades realizadas:
- Discurso sobre as principais dificuldades do SUS em Pará.
- Distribuição de panfletos explicando suas propostas.
- Interação direta com a população.
Melhorias propostas para o atendimento
Gal Leite defende que a utilização do SUS pelos políticos pode alertá-los sobre as falhas do sistema e a necessidade de implantações de melhorias. Ela também afirmou que a gestão do estado deve lidar com a concentração excessiva de atendimentos na capital, que atualmente sobrecarrega os serviços públicos.
- Propostas de melhorias incluem:
- Redução das filas de espera para especialidades.
- Ampla comunicação entre centros de saúde.
- Implementação de campanhas de conscientização sobre o SUS.
Substituição de terceirizados por concursados
A candidata propõe a substituição gradual de profissionais terceirizados por servidores que passaram em concurso público. Isso, segundo ela, garantiria maior estabilidade na gestão pública e comprometimento com o atendimento de qualidade aos cidadãos. Além disso, Leite sugere realizar concursos periódicos para a área de saúde.
- Vantagens da mudança:
- Melhoria nas condições de trabalho.
- Atração de profissionais qualificados e comprometidos.
- Redução nos custos de gestão a longo prazo.
Investimentos em saúde mental e CAPS
Além das questões relacionadas ao SUS, Gal Leite enfatiza a necessidade de investimentos em saúde mental, propondo a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no Pará. Para ela, a saúde mental é uma dimensão tão importante quanto a saúde física e deve ser tratada com a mesma seriedade e atenção.
- Estratégias para a saúde mental:
- Aumento do número de CAPS em áreas carentes.
- Treinamento de profissionais para atender às demandas de saúde mental.
- Parcerias com ONGs e associações locais para fortalecer a rede de apoio.
Perspectivas para a saúde pública no Pará
As propostas de Gal Leite refletem um desejo profundo de reformular a saúde pública no Pará, priorizando o fortalecimento do SUS em detrimento do modelo das OSS. É uma visão que busca integrar os serviços e assegurar atendimento digno a todos os cidadãos, especialmente em áreas mais vulneráveis.
- Possíveis impactos das propostas:
- Redução das desigualdades no acesso à saúde.
- Fortalecimento do controle social sobre a saúde pública.
- Incentivo à participação da população na gestão do sistema de saúde.
Com suas declamações e reivindicações, Gal Leite ambiciona não apenas ser eleita, mas provocar uma reflexão mais ampla sobre a saúde pública e a atuação dos políticos neste setor essencial à população.


