SUS vai oferecer testosterona para homens com deficiência hormonal
SUS oferece testosterona para tratamento de hipogonadismo masculino e indução da puberdade.
O que é hipogonadismo?
O hipogonadismo é uma condição médica que se caracteriza pela produção insuficiente de hormônios sexuais. No caso do hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, o organismo não consegue gerar a quantidade adequada de hormônios que são responsáveis pela estimulação da produção de testosterona.
Esse desequilíbrio pode afetar tanto homens adultos quanto adolescentes, levando a uma série de complicações. No homem adulto, a falta de testosterona pode resultar em problemas como:
- Diminuição da libido
- Dificuldades de fertilidade
- Perda de massa muscular
- Redução da força física
Para adolescentes, essa condição pode impedir que ocorram as transformações normais durante a puberdade, como o crescimento dos genitais e outras mudanças físicas típicas dessa fase.
Impactos da deficiência hormonal
Os impactos do hipogonadismo hipogonadotrófico são significativos na qualidade de vida dos afetados. Nos adultos, a redução dos níveis de testosterona leva a:
- Diminuição da libido: A falta de desejo sexual pode se tornar uma fonte de frustração e estresse, afetando a vida sexual do indivíduo.
- Infertilidade: Sem a quantidade necessária de testosterona, a produção de espermatozoides é comprometida.
- Mudanças físicas: Além da perda de massa muscular, a redução da força pode tornar atividades cotidianas mais desafiadoras.
- Problemas emocionais: Baixos níveis de testosterona estão frequentemente associados a depressão e ansiedade, afetando o bem-estar geral da pessoa.
Para adolescentes, as consequências podem incluir:
- Atraso na puberdade: A falta de testosterona pode resultar em um desenvolvimento sexual inferior ao esperado.
- Efeitos psicológicos: A frustração pelo não cumprimento das etapas normais da puberdade pode levar a problemas emocionais.
Benefícios da testosterona
A administração de testosterona pode apresentar diversos benefícios, principalmente para aqueles diagnosticados com hipogonadismo. Entre eles estão:
- Restauração da libido: A reposição hormonal pode reverter a diminuição do desejo sexual.
- Melhora da fertilidade: A normalização dos níveis de testosterona pode ajudar na produção de espermatozoides.
- Aumento da massa muscular: A testosterona é essencial para o ganho de massa muscular e força.
- Melhoria na saúde mental: O tratamento pode levar a uma redução nos sintomas de depressão e ansiedade, promovendo uma melhor qualidade de vida.
- Melhoria da saúde óssea: A testosterona desempenha um papel importante na manutenção da densidade óssea.
Medicamentos disponíveis no SUS
Recentemente, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incluir a oferta de tratamentos com testosterona para homens e adolescentes com hipogonadismo. Os medicamentos aprovados para reposição hormonal incluem:
- Undecilato de testosterona
- Cipionato de testosterona
- Mistura de ésteres de testosterona: Que combina propionato, empropionato, isocaproato e decanoato de testosterona.
Para adolescentes, a combinação de ésteres será particularmente usada para induzir a puberdade em pacientes diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico.
Critérios para o tratamento
É crucial destacar que apenas os pacientes com diagnóstico comprovado de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico terão acesso ao tratamento. O uso de testosterona para fins que não estejam ligados à saúde, como por exemplo para ganhos estéticos ou melhorar o desempenho atlético, não será permitido.
A importância da diagnose correta
A identificação adequada do hipogonadismo é fundamental para garantir que o tratamento seja eficaz e seguro. É essencial que o diagnóstico seja feito por profissionais de saúde qualificados, que possam avaliar os níveis hormonais e determinar as causas subjacentes.
Um diagnóstico preciso envolve:
- Exames laboratoriais: Avaliação de níveis de testosterona e outros hormônios.
- Histórico médico: Análise de sintomas e condições preexistentes que possam contribuir para o hipogonadismo.
Como a testosterona atua no corpo
A testosterona é reconhecida como o principal hormônio sexual masculino, essencial no desenvolvimento de características secundárias durante a puberdade. Ela influencia várias funções no corpo, incluindo:
- Engrossamento da voz
- Crescimento de pelos corporais
- Desenvolvimento genital
Além disso, a testosterona também é vital para:
- Regulação do desejo sexual: Influencia a libido e a produção de espermatozoides.
- Saúde óssea: Contribui para a manutenção da densidade óssea.
- Composição corporal: Ajuda na distribuição da gordura e desenvolvimento muscular.
As mulheres também produzem pequenas quantidades de testosterona, que desempenham um papel relevante na saúde óssea e muscular.
Tratamento para adolescentes
Os adolescentes com diagnóstico de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico podem começar o tratamento com a testosterona, utilizando a combinação dos quatro ésteres mencionada anteriormente. Essa intervenção é crucial para garantir que eles cheguem à maturidade sexual e experimentem as mudanças físicas características desta fase da vida.
Indicadores para tratamento em adolescentes
- Falta de desenvolvimento genital
- Atraso na puberdade: Ausência de desenvolvimentos esperados, como crescimento de pelos e engrossamento da voz.
Disponibilidade na rede pública
Embora a portaria que inclui a testosterona no SUS tenha sido oficialmente publicada, os pacientes ainda terão que esperar até que a rede pública se organize para fornecer os medicamentos necessários. O Ministério da Saúde informou que terá um período de até 180 dias para implementar essa oferta.
Expectativas para o futuro do tratamento
Após a aprovação e implementação do tratamento no SUS, espera-se que muitos homens e adolescentes que sofrem de hipogonadismo tenham acesso a uma terapia eficaz. A inclusão da testosterona no tratamento reflete um avanço significativo na área da saúde hormonal, podendo melhorar a qualidade de vida de muitos.
O acesso a esse tipo de tratamento pode ajudar a combater não apenas os efeitos físicos da condição, mas também as repercussões emocionais e sociais que vêm com a deficiência hormonal.


